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Afinal, como melhorar o processo de formação de condutor no Brasil?
Com o término das eleições para os cargos de Deputados e Senadores, se constrói agora uma nova estrutura parlamentar tanto a nível Estadual como nacional e a grande questão é como será discutida todos os projetos de leis que principalmente tramitavam em âmbito nacional envolvendo possíveis mudanças no processo de formação de condutores no Brasil, tanto do lado favorável ao aumento na carga horária como também no radicalismo do fim da obrigatoriedade das aulas práticas e teóricas no país.
Nestes últimos meses nunca se discutiu tanto sobre o trânsito como nos últimos cinco anos. Palestras, seminários, reuniões, encontros virtuais, campanhas educacionais e também as famosas lives envolvendo o presidente atual da republica como o ministro da infraestrutura afirmando a “redução do custo na obtenção da CNH e o fim da obrigatoriedade do curso teórico”, algo que ficou confuso para quem vivencia a educação, principalmente a educação para o trânsito.
Mas afinal, como podemos realmente melhorar o processo de formação de condutor no Brasil?. Após muitos debates envolvendo pessoas do setor, formadores de opiniões, técnicos, instrutores de trânsito, instituições de ensino e vários outros, chegou-se a um denominador que o problema não está na educação feita pelas autoescolas, mas sim, como este candidato é avaliado pelos órgãos Estaduais, em especial a avaliação em veiculo duas rodas.
O que precisa ser feito agora, é uma melhor avalição no exame prático, retirando apenas a realização de uma simples baliza, para uma avaliação mais completa como era feita anos anteriores, onde realmente avaliava se aquele candidato ao realizar as aulas práticas estava apto a conduzir um veiculo automotor em vias públicas. Hoje, o maior numero de acidentes de trânsito são os motociclistas e este exame prático que avalia o candidato para conduzir veiculo duas rodas é realizado apenas em um circuito fechado, não havendo uma padronização das áreas de exames em todo país. Países como o Chile, Espanha e Portugal possuem um exame prático mais eficaz para realmente avaliar aquele candidato e o Brasil precisa urgentemente aprimorar o seu, levando também este candidato para a via publica.
Finalizando, o Governo discute acabar com a obrigatoriedade do curso teórico e com isso, acabar com a educação para o trânsito no país. Mas esta não é a solução. A solução seria uma padronização no banco de questões no país, avaliando realmente os conhecimentos teóricos do candidato envolvendo: legislação de trânsito, direção defensiva, noções de: meio ambiente, mecânica e convívio social. Uma prova mais bem produzida, com um numero maior de questões e principalmente atualizada constantemente.
O candidato hoje para aprender em veiculo automotor na prática, se torna necessário vinte aulas por que ele passou por um procedimento teórico de quarenta e cinco horas, hoje realizada de forma virtual, sem o candidato sair de casa, trazendo a tecnologia em favor da formação do condutor.
O problema não está nas autoescolas e sim, na avaliação deste candidato, na unificação das normas em todos os Estados. Trazer para a formação de condutor, em especial na prova teórica, exemplos de excelência no país como a prova da OAB e outros.
A sociedade brasileira espera que os novos parlamentares do país se unam e possam discutir em uma audiência publica todos os PL’s tramitando e possam unificar em uma única para que possamos ter um código de transitoatualizado e moderno, desburocratizado, com a educação para o transito levado a serio através das autoescolas, com padronização dos exames dos Detrans e assim possa levarao fim PL’s politicas em épocas eleitorais.
Alisson Maia
Vice presidente do SINDCFCS/CE, Advogado e conselheiro do SENAC/CE.