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Empatia
| Postado em 22 de novembro de 2019 às 4:44

Policial consola motorista de ônibus após acidente que matou mulher em moto

Quando o cabo chegou ao local do acidente, encontrou o motorista sentado no chão do ônibus, em prantos.

Policial consola motorista de ônibus após acidente que matou mulher em moto
Reprodução

Um motociclista trafegava pela região central quando bateu na lateral de um ônibus e a garupa caiu. A mulher, de 31 anos, acabou sendo atropelada pelo veículo e morreu no local.

Quando o cabo André Gustavo Ferreira da Silva chegou ao local do acidente, encontrou o motorista, Rogério Antônio Souza, sentado no chão do ônibus, em prantos. O policial chamou o motorista pelo nome e o abraçou, em uma cena que causou comoção.

A atitude de empatia do policial recebeu várias mensagens de apoio e elogio.

“Nós chegamos no local para atender uma ocorrência de gravidade, já sabíamos que o Samu estava no local e tinha constatado um óbito e o motociclista estava sendo atendido, então eu fui procurar o motorista do ônibus e me deparei com a situação dele, sentado no assoalho do ônibus chorando. Minha primeira reação foi tentar trazê-lo à realidade, eu chamei ele pelo nome três vezes, para ele sair dessa situação, se levantar”, conta o cabo da PM.

“A gente aprende desde pequeno aquela máxima de amar ao próximo como a si mesmo. E eu me coloquei no lugar dele, da cena que ele viu quando saiu do ônibus após o acidente, ele estava muito abalado e perdido.”

“A primeira coisa que senti no meu coração foi que ele precisava disso, daquele momento do abraço, do aperto de mão e de uma palavra de consolo”, completa. André conta ainda que ficou pouco mais de um minuto abraçado com o motorista até ele parar de chorar e ele perceber que a situação estava mais controlada. Segundo o policial, a maior preocupação do motorista era com as vítimas do acidente.
O motorista conta que nesses quase 20 anos de profissão nunca tinha se envolvido em um acidente assim. Rogério afirma que ficou em choque e a atitude do policial o ajudou naquele momento de desespero.

“Eu estava ali desolado, muito triste pelo o que tinha acontecido, embora tenha sido uma fatalidade, não tenha tido culpa, eu fiquei muito abalado, estava preocupado com as vítimas. E ele se aproximou, conversou comigo, deu uma palavra de carinho, o abraço. Só posso dizer que sou muito grato”, desabafa.

Fonte
G1

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