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Volkswagen Tera é sucessor legítimo do Gol

O Volkswagen Tera pode até ter chegado dois anos e meio depois, mas é o sucessor legítimo do Gol. E isso está “tatuado” no vidro traseiro do inédito SUV de entrada da marca, revelado no domingo de carnaval (2). Autoesporte teve contato com o modelo dias antes de sua apresentação e mostra todos os detalhes em um vídeo completo com aquela que será sua versão de topo, a High, com os pacotes opcionais Outfit e Adas.
Se você não acredita que o Volkswagen Tera chega para herdar o legado do Gol, precisa observar o easter egg na base do vidro da tampa do porta-malas do SUV compacto. Lá, consta um pequeno desenho com as silhuetas de um Fusca, um Gol e, veja você, um Tera. Gol e Fusca foram líderes em vendas no Brasil por muitos e muitos anos e são, respectivamente, o primeiro e o terceiro na lista de automóveis mais vendidos na história de nosso mercado automobilístico.
Isso mostra o quão grande é a expectativa da fabricante com o Tera, que chega com uma missão árdua e ambiciosa: ser o SUV mais vendido, o Volkswagen mais vendido e, quem sabe, o carro mais vendido no Brasil.
Construído sobre a plataforma MQB A0, o Volkswagen Tera será produzido em Taubaté (SP) e seu lançamento efetivo no mercado está previsto para o segundo trimestre de 2025. O SUV de entrada usa como base estrutural o Polo e o Nivus, de quem herda o assoalho, o entre-eixos de 2,57 metros, o conjunto de suspensão e freios e a estrutura de coluna A.
Entretanto, capô, para-lamas, desenho e estampagem das portas, teto e tampa do porta-malas são inéditos; além de agregados como faróis, grade, tomadas de ar e para-choques.
A marca alemã ainda não revelou as dimensões oficiais do Tera, mas Autoesporte aposta em cerca de 4,13 metros de comprimento, pouco mais de 1,85 m de largura, pouco menos de 1,60 m de altura e o já mencionado entre-eixos de 2,57 m. O porta-malas ficará em torno de 350 litros.
O SUV deve ser inicialmente lançado apenas com motor 1.0 TSI turbo, flex, de três cilindros e 12 válvulas com injeção direta, na calibração do Polo. Assim, será capaz de render 109 cv de potência com gasolina e 116 cv com etanol, sendo 16,8 kgfm de torque com qualquer combustível. O câmbio será manual de cinco ou automático de seis marchas; e a tração, sempre dianteira.
Um pouco mais adiante, deve chegar ao mercado a configuração 1.0 MPI, com o mesmo motor flex de três cilindros e 12 válvulas da família EA211, mas naturalmente aspirado. É o propulsor do Polo Track. Neste caso, são 77 cv de potência e 9,6 kgfm de torque com gasolina, e 84 cv de potência e 10,3 kgfm de torque com etanol, com câmbio sempre manual de cinco velocidades.
Em relação à configuração TSI, a versão MPI terá algumas diferenças importantes, como as rodas aro 15 de aço com calotas dotadas de quatro pontos de fixação (e não cinco), freios traseiros a tambor e spoiler traseiro mais curto, além de acabamento externo e interno simplificados.
A gama do Volkswagen Tera deve ser formada por cinco versões. Além das opções MPI manual e TSI (manual ou automática) sem nome, o SUV terá duas versões de topo, a Comfort e a High, escritas assim mesmo, de modo mais simples do que as habituais Comfortline e Highline usadas por outros modelos da marca.
A versão High, em específico, resgata um nome usado cerca de uma década atrás pelo extinto Up!. Veja como deve ficar a lista:
Volkswagen Tera MPI Manual
Volkswagen Tera TSI Manual
Volkswagen Tera TSI Automático
Volkswagen Tera Comfort TSI Automático
Volkswagen Tera High TSI Automático
A configuração High terá dois pacotes opcionais: Outfit, que acrescenta detalhes estilísticos escurecidos, nos mesmos moldes do Nivus, e Adas, que inclui alguns itens de segurança ativa. Controle de cruzeiro adaptativo (ACC) e frenagem autônoma de emergência (AEB) já virão de série na opção mais cara.
Fonte: Auto esporte