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| Postado em 26 de março de 2025 às 7:46

Preço da gasolina pode despencar? Analistas preveem queda no petróleo

Preço da gasolina pode despencar? Analistas preveem queda no petróleo

Nos últimos meses, grandes instituições financeiras americanas têm revisado suas perspectivas sobre o mercado de petróleo. Entre elas, o Goldman Sachs, o J.P. Morgan e o Citi chegaram a um consenso sobre uma tendência de redução nos preços.

Atualmente, o barril de petróleo tipo Brent encontra-se cotado a 72 dólares. No entanto, as projeções dos bancos indicam uma possível desvalorização de até 30% até o final deste ano.

A desaceleração econômica, particularmente nos Estados Unidos, é apontada como fator-chave para essa expectativa de diminuição na demanda pela commodity. A previsão também é impulsionada pela expectativa de menor crescimento econômico global, que impactaria diretamente a procura por petróleo.

Projeções dos bancos para o petróleo

As renomadas instituições concordam que o valor do barril deve cair, mas cada uma tem projeções próprias para até onde o preço pode chegar.

Goldman Sachs

O Goldman Sachs prevê que o preço do petróleo se mantenha em torno de 70 dólares por barril. No entanto, o banco já não considera esse valor como um piso intransponível, sugerindo volatilidade futura.

Citigroup

O Citigroup estima que o preço do petróleo deve atingir 60 dólares nos próximos trimestres, antes de descer para 55 dólares até o final de 2025. Essa redução progressiva reflete as expectativas de um mercado com menor demanda.

J.P Morgan

O J.P. Morgan adota uma visão mais agressiva, sugerindo que o preço possa cair para 50 dólares por barril. Essa previsão é influenciada pela pressão política dos EUA para manter a produção russa e iraniana, elevando a oferta disponível.

Situação no Brasil

Enquanto isso, o Brasil enfrenta uma defasagem nos preços da gasolina e do diesel em relação ao mercado internacional. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), os preços internos precisam ser ajustados.

Para a gasolina, essa diferença é de 3%, enquanto o diesel apresenta uma defasagem de 6%.

  • Gasolina: 3% de defasagem, ou 10 centavos por litro.
  • Diesel: 6% de defasagem, ou 23 centavos por litro.

A análise dos grandes bancos indica um cenário de ajustes no mercado de petróleo, com impactos tanto no preço internacional quanto nas políticas locais de combustíveis. A evolução dessas tendências continuará a ser acompanhada de perto pelos mercados e consumidores.

Fonte
Newsmotor

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