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Denúncia por assédio moral pede afastamento cautelar do presidente do Detran-PE*
Acusado por funcionários de instalar um clima de trabalho tenso e hostil no Detran-PE, nomeado em maio de 2024, o diretor-presidente, Vladimir Lacerda, é alvo, no Ministério Público do Trabalho de Pernambuco – MPT/PE – por assédio moral, movido por ex-funcionária, quem, inclusive, pede seu afastamento cautelar pela muito provável certeza dele interferir na apuração das denúncias.
Na ação, a ex funcionária, que também é advogada, diz na Notícia dos Fatos – NF 003949.2025.06.000/4, ter trabalhado por quase 10 anos no Detran, muito embora como terceirizada, contudo, sempre em funções de assessoramento da direção da autarquia. Aponta Vladimir Lacerda, que também é delegado de polícia, de praticar assédios, quase sempre acompanhados de comentários humilhantes e depreciativos proferidos pessoalmente” alguns deles após haver a denunciante realizado cirurgia estética no abdômen.
Afirma que o dirigente referiu-se à cirurgia com expressões no WhatsApp como “Já saiu do martelinho de ouro”? Por
Outra vez, pedindo a conta, utilizando a expressão – “Adianta, o orçamento, moça de pequena monta”, comparando o procedimento médico a uma lanternagem de automóvel em nível ou dimensões da avaria.
Relata ainda a ex-funcionária que o presidente do Detran, Vladimir Lacerda Melquíades, lhe prometeu expressamente o cargo de analista de gestão, sugerindo a pedir demissão da empresa anterior para ser recontratada na nova função, tudo com o seu aval pessoal. Completa que ele não só descumpriu a promessa, como a realocou em funções hierarquicamente inferiores e com salário mais baixo.
Ela ressalta que tendo trabalhado por sucessivos contratos com três empresas terceirizadas em funções de assessoramento à cúpula do Detran, sua trajetória na autarquia, comprovada por documentos, foi “ilibada e marcada pela confiança” das gestões anteriores.
Na denúncia , acusa Vladimir Lacerda de assédio moral, abuso de confiança, manipulação contratual, violência psicológica. Pede o afastamento cautelar do cargo alegando que sua permanência é “um risco concreto e iminente à produção de provas e à integridade das testemunhas”.
Sobre a manipulação contratual, explica ainda que o seu contrato venceu em 11 de novembro último, exatamente ao término dos 90 dias de experiência admicional e não foi renovado pela empresa terceirizada, sem qualquer verba rescisória e seguro desemprego. Segundo ela, por retaliação e punição “ao não se submeter ao ambiente hostil imposto” pelo presidente.
Segundo informações colhidas pelo portal Transitoweb, o diretor é não é bem visto pela grande maioria dos funcionários, Vladimir Lacerda tem e teve relação conflituosa com vários diretores, gerentes e o diretor geral, inclusive, segundo informações de servidores.