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CNH Brasil em 2026 divide o país: reforma amplia acesso, mas gera alerta sobre segurança
O debate sobre as mudanças na Carteira Nacional de Habilitação (CNH)entrou com força total em 2026, polarizando opiniões entre defensores da modernização e críticos preocupados com segurança viária e a real preparação dos novos condutores.
O que mudou na CNH em 2026
No final de 2025, o Governo Federal implementou o programa CNH do Brasil, uma reforma ampla na legislação da habilitação com o objetivo de modernizar, desburocratizar e ampliar o acesso ao documento. As principais mudanças incluem:
. Curso teórico gratuito e digital pelo app CNH do Brasil e fim da obrigatoriedade de horas presenciais.
. Redução drástica da carga mínima de aulas práticas para apenas duas horas registradas com instrutor credenciado.
. Possibilidade de instrutores autônomos e uso do próprio veículo para aulas, conectados ao sistema nacional.
. Renovação automática da CNH para motoristas com histórico sem infrações, dispensando exames presenciais e taxas.
. Teto nacional para exames médicos e psicológicos, com redução de até 40% nos valores cobrados.
O pacote aponta para uma redução no custo total para se habilitar em até 80%, conforme estimativas do governo — um impacto que pode significar milhares de novos condutores formalizados por ano.
Críticas que ganham força em 2026
Apesar dos benefícios proclamados, as reformas provocaram uma onda de críticas em editoriais e matérias especializadas:
Segurança viária e prevenção
Especialistas em trânsito alertam que a flexibilização de requisitos, especialmente a carga mínima reduzida, pode enfraquecer a formação de motoristas e negligenciar a prevenção técnica e comportamental no trânsito. Há preocupação de que a redução de exames e avaliações frequentes transfira custos sociais ao SUS e ao sistema previdenciário, frente a acidentes previsíveis.
Qualidade da formação
A forte digitalização e a possibilidade de menos aulas práticas são apontadas como um possível retrocesso na educação de trânsito. Para críticos, a ausência de exigência de autoescolas e a simplificação de etapas podem resultar em condutores menos preparados para situações reais de direção.
Exclusão de grupos específicos
Outra frente de crítica recente é a exclusão de motoristas com 70 anos ou mais do benefício de renovação automática, mantendo esse grupo sob regras presenciais rigorosas, justificadas pelo governo como medidas de segurança, mas recebendo questionamentos sobre equidade.
Debate sobre provas práticas
Especialistas também destacam que, com a transição das regras de avaliação prática (inclusive novos sistemas de pontuação), há um período de adaptação que pode gerar insegurança e falta de padronização entre estados e Detrans.
O que defendem os apoiadores
O governo e apoiadores da reforma enfatizam que:
. A CNH do Brasil amplia acesso social e combate a elevada exclusão de quem não podia arcar com os custos tradicionais.
. A digitalização e o uso de tecnologias aceleram processos e reduzem filas nos Detrans.
. A renovação automática é um prêmio ao bom condutor, incentivando melhores práticas no trânsito.
A reforma da CNH em 2026 se tornou um dos temas mais debatidos do ano no Brasil, dividindo opiniões entre modernização e riscos potenciais. Seus efeitos serão monitorados ao longo dos próximos meses, à medida que novos dados e resultados reais sobre segurança, custos e inclusão social forem consolidados.