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Nova CNH no Brasil provoca demissões e acende alerta no setor de formação de condutores
As mudanças recentes nas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil já começam a gerar impactos diretos no mercado de trabalho, especialmente nos Centros de Formação de Condutores (CFCs). Instrutores, atendentes administrativos e até diretores de ensino relatam demissões e redução de carga horária após a implementação da chamada “nova CNH”.
A flexibilização do processo de formação, com a retirada de etapas tradicionais como a obrigatoriedade de aulas práticas em autoescola e a possibilidade de preparação fora dos CFCs, tem reduzido drasticamente a procura pelos serviços oferecidos pelas instituições. Em muitos estados, autoescolas afirmam que a queda no número de alunos ultrapassa 40% desde o anúncio das mudanças.
Representantes do setor afirmam que as demissões são consequência direta da diminuição da demanda, já que sem alunos, não há como manter a estrutura nem os profissionais. Instrutores credenciados, que antes tinham agenda cheia, agora enfrentam incerteza e perda de renda.
Sindicatos ligados à categoria alertam que a situação pode se agravar nos próximos meses, principalmente em cidades pequenas, onde os CFCs são importantes geradores de emprego local.
Especialistas criticam a forma como as mudanças foram implementadas. Para eles, a nova política pública ignorou os efeitos sociais e econômicos sobre milhares de trabalhadores.
Além das demissões, há preocupação com a qualidade da formação dos novos condutores. Instrutores experientes alertam que a redução do acompanhamento profissional pode refletir negativamente na segurança viária, aumentando o risco de acidentes.
Diante do cenário, entidades representativas dos CFCs defendem uma revisão das normas da nova CNH. O pedido é por um modelo que modernize o processo, mas preserve o papel das autoescolas na formação responsável de condutores e na manutenção de empregos.
Enquanto isso, trabalhadores desligados seguem buscando alternativas em um mercado cada vez mais instável, pagando o preço de uma mudança que, segundo o setor, priorizou a desburocratização sem medir suas consequências humanas e sociais.
Fonte
Redação TransitoWeb