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Instrutores e CFCs confrontam secretário da Senatran por retrocesso na segurança viária
A visita do secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, à Bahia foi marcada por protestos de instrutores de trânsito e proprietários de Centros de Formação de Condutores (CFCs), que denunciaram o que classificam como um cenário crescente de insegurança viária e insegurança jurídica provocado por decisões recentes da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Com faixas, palavras de ordem e críticas diretas à condução da política nacional de trânsito, os manifestantes afirmaram que as mudanças implementadas pela Senatran vêm sendo feitas sem diálogo com o setor, afetando diretamente a sobrevivência dos CFCs e colocando em risco a formação adequada de novos condutores.
Segundo os profissionais, medidas como a flexibilização de exigências no processo de habilitação, a retirada de etapas práticas do exame e a constante alteração de normas têm enfraquecido o papel pedagógico das autoescolas e criado um ambiente de instabilidade para quem atua legalmente no setor.
A manifestação ocorre em meio a uma série de críticas nacionais à atuação da Senatran, intensificadas após declarações públicas do próprio secretário, interpretadas por especialistas como desprezo à formação técnica do condutor e à importância da educação para o trânsito como política de segurança pública.
Para os manifestantes, o discurso oficial de modernização e desburocratização tem servido, na prática, para fragilizar o sistema de habilitação, reduzir custos à custa da segurança e transferir responsabilidades do Estado para o cidadão, sem oferecer garantias.
Além do impacto na segurança viária, os CFCs denunciam insegurança jurídica. Empresários do setor alertam que dezenas de autoescolas já encerraram atividades em diferentes estados e que outras sobrevivem com dificuldades, gerando desemprego e precarização do trabalho de instrutores.
A recepção com protestos expôs o descompasso entre a Senatran e os profissionais do trânsito, revelando um clima de tensão crescente. Para os manifestantes, a presença de Adrualdo Catão na Bahia simbolizou mais do que uma agenda institucional, foi a oportunidade de tornar pública uma insatisfação que, segundo eles, vem sendo ignorada em Brasília.
Até o momento, a Senatran não apresentou respostas concretas às reivindicações do setor nem sinalizou a abertura de um canal efetivo de diálogo.
Enquanto isso, instrutores e empresários alertam, as decisões tomadas hoje terão reflexo direto nas estatísticas de acidentes e mortes no trânsito nos próximos anos, e o custo pode ser alto demais para a sociedade.
Fonte
Redação TransitoWeb