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Nova CNH provoca fechamento de 20% das autoescolas no Brasil, aponta Federação Nacional
As mudanças recentes no processo de formação de condutores e na emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já começam a gerar impactos profundos no setor de trânsito. Segundo dados da Federação Nacional das Autoescolas (Fenauto), cerca de 20% das autoescolas brasileiras encerraram suas atividades após a implantação do novo modelo da CNH.
De acordo com a entidade, as alterações,que incluem flexibilização da formação prática, redução da obrigatoriedade de aulas presenciais e mudanças no exame prático, fragilizaram economicamente milhares de Centros de Formação de Condutores (CFCs), especialmente os de pequeno e médio porte. O resultado tem sido uma onda de fechamentos, demissões e precarização do serviço de formação de novos motoristas.
“A gente ficou muito preocupado porque a gente não via uma modernização, nem via uma desburocratização. A gente via uma substituição do modelo atual e uma banalização da formação de condutores. Eles estão transformando a habilitação em RG. Ficaria muito mais fácil uma resolução dizendo, ao tirar seu RG, você também tem o direito de dirigir”, afirma Ygor Valença a CBN.
A Fenauto alerta que o impacto vai além da esfera econômica. Para a federação, a diminuição do papel das autoescolas compromete diretamente a qualidade da formação dos condutores, afetando a segurança viária.
Outro ponto levantado é o aumento da desigualdade regional. Em cidades pequenas e médias, o fechamento de CFCs tem deixado candidatos à habilitação sem oferta local de formação, obrigando deslocamentos longos ou até a desistência do processo.
Instrutores e empresários do setor também denunciam insegurança jurídica e falta de diálogo por parte do governo federal. Segundo a Fenauto, as mudanças foram implementadas sem estudos de impacto econômico e social suficientemente transparentes, o que agravou a crise no setor.
A federação defende a revisão urgente das medidas e a retomada do diálogo com as entidades representativas, alertando que o enfraquecimento das autoescolas não representa modernização, mas sim um retrocesso na política de segurança no trânsito.
Enquanto isso, o fechamento de 1 em cada 5 autoescolas no país expõe um efeito colateral preocupante da nova CNH: menos empregos, menos formação e mais riscos nas vias brasileiras.
Fonte
Redação TransitoWeb