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Detran-SP registra 556 infrações com ciclomotores em 20 dias da aplicação de novas regras
O Detran de São Paulo registrou 556 infrações envolvendo ciclomotores no Estado nos primeiros 20 dias de aplicação das novas regras para circulação de veículos ciclomotores — como motos elétricas. Em um levantamento feito a pedido da CBN, o órgão destacou como principal irregularidade, disparada, a condução de veículo não emplacado: foram 356 casos. Na capital paulista, foram 111 infrações e 43 remoções. De novo, o problema mais comum é falta de registro e pendências na documentação.
A circulação sem placa é considerada infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e retenção do veículo.
Hoje, São Paulo tem mais de 26 mil ciclomotores cadastrados, mas só cerca de 12 mil estão com licenciamento regular.
Na capital, são pouco mais de 5 mil registrados e menos da metade com licenciamento em dia. E pior: nada indica uma mudança de cenário. Desde o começo do ano, houve apenas 125 pedidos de registro de ciclomotores em todo o estado.
O prazo de adaptação terminou no fim do ano passado, quando começou a valer as novas regras em 1° de janeiro. Quem explica é o diretor de veículos automotores do Detran paulista, Vinicius Novaes.
“Aquele ciclomotor que foi fabricado de julho de 2023 pra cá, ele já era emplacado assim como uma moto, um carro, não tem nenhuma diferença em relação a isso. Porém, os ciclomotores comprados ou importados antes de julho de 2023 tinham prazo até 31 de dezembro de 2025 para circular sem emplacamento. Esse prazo se esgotou. Quem não fez o registro não pode circular em via pública e, se for abordado sem placa, o veículo é recolhido.”
A categoria de ciclomotores contempla veículos de duas ou três rodas com um motor a combustão interna de até 50 cilindradas ou motor elétrico com potência máxima de 4 kW e velocidade final limitada a 50 km/h.
O cadastro é feito no site do Detran, com a nota fiscal e os documentos de compra. A regularização leva poucos dias e evita multa, apreensão — além da dor de cabeça logo na abordagem.
Fonte
CBN