Transporte Público
| Postado em 22 de outubro de 2019 às 11:35

A crise e o que as empresas de ônibus não mostram

Por Redação Portal

A crise e o que as empresas de ônibus não mostram
Divulgação

Há 15 dias, pelo menos, as empresas de transportes urbanos em João Pessoa ocupam espaço na mídia e no debate público.

A mensagem – repetida à axaustão – é uma só: o sistema está em colapso e corre o risco de quebrar se… Os órgãos públicos não aumentarem a fiscalização e não abrirem mão de impostos, como o ISS, para diminuir os custos da operação.

Culpam os clandestinos, o avanço dos motoristas de aplicativos, a economia e até, como se vê, a estrutura de poder. Tudo bem, mas onde está a parcela das próprias empresas? Nisso, pouco ou nada se fala.

Os serviços alternativos só tomaram conta do meio por uma imperiosa lei de mercado: a oferta é resultado da procura. E essa procura vem da insatisfação com incômodos recorrentes de quem precisa pegar o ônibus para se locomover.

Atrasos, desconforto, baixa capacitação no atendimento, paradas desconvidativas pela exposição à chuva, sol e assaltos, são alguns dos itens do pacote que ninguém quer pagar. Ou não paga satisfeito. Aqui e alhures.

Quando pode, o usuário foge do suplício. Ora entrando no sacrifício de comprar o próprio transporte, ora recorrendo a meios paralelos. Incluindo aí, infelizmente, o famigerado clandestino.

A pergunta central: como um sistema, até pouco tempo único e monopolizado, se dissolve tão rapidamente feito Sonrisal?

Popular e indispensável ao cidadão das camadas mais baixas, sobretudo as trabalhadoras, o serviço cumpre um relevante papel social e precisa se manter vivo. De preferência, com qualidade superior ao que temos. Seu ocaso, a curto prazo, seria um desastre que deixaria órfã uma demanda complexa e de difícil solução.

As empresas, porém, não podem cobrar dos outros antes de fazer a sua intransferível parte.  Ninguém fará aquilo que só elas podem por si mesmas. Essa necessária autocrítica, ou sua ausência, pode determinar se essa crise é quadro passageiro ou o começo do ponto final.

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Heron Cid


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