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Aumento de acidentes no Brasil alarma autoridades e especialistas
O número de acidentes no Brasil tem registrado um aumento preocupante nos últimos anos, com impacto direto no número de mortos, feridos e custos sociais associados. Diversas pesquisas e relatórios recentes apontam para uma tendência de alta tanto nas estradas quanto nas vias urbanas, um cenário que acende um alerta para autoridades, motoristas e sociedade civil.
Crescimento dos acidentes e mortes no trânsito
Dados oficiais mostram que o Brasil registrou mais de 73 mil acidentes nas rodovias federais em 2024, número superior ao observado em anos anteriores e o mais alto dos últimos cinco anos analisados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Esses sinistros resultaram em mais de 6 mil mortes e mais de 84 mil pessoas feridas nas estradas federais do país.
Além disso, o Atlas da Violência revelou que em 2023 foram registradas 34.881 mortes no trânsito, um crescimento de 2,9% em relação a 2022.
Em algumas regiões, como o Norte do país, o aumento de vítimas no trânsito chegou a quase 9% em 2024, com estados como Amazonas e Rondônia entre os que mais cresceram no indicador de mortes.
Motociclistas e rodovias: os casos mais críticos
Um fator que se destaca nos números é o alto envolvimento de motocicletas nos acidentes mais graves. Estudos mostram que a participação de motociclistas nos acidentes fatais tem crescido, chegando a representar quase 40% dos casos com óbito em 2023, com estados como Piauí e Ceará registrando proporções ainda maiores.
Causas tradicionais, como excesso de velocidade, imprudência, uso de álcool e falta de atenção ao volante, continuam dominando as estatísticas de ocorrência.
Principais causas apontadas por especialistas
Especialistas em trânsito ressaltam que boa parte dos acidentes está relacionada a fatores humanos, como comportamento inadequado dos condutores e falta de cultura de segurança nas vias. Segundo estudos especializados, até 90% dos acidentes são causados por fatores ligados ao comportamento de quem dirige, incluindo distrações e desrespeito às leis de trânsito.
Além disso, o crescimento da frota de veículos, especialmente motocicletas, sem correspondente avanço em educação no trânsito e fiscalização eficaz contribui para a piora dos indicadores.
Os acidentes de trânsito não têm apenas impacto humano, com vidas perdidas e famílias afetadas, mas também custos econômicos significativos. Somente entre 2022 e 2023, o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou cerca de R$ 36 milhões em atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito, incluindo internações de crianças, adultos e idosos.
Além dos custos diretos à saúde, há despesas ligadas a reparos, perda de produtividade e seguro, que sobrecarregam ainda mais os cofres públicos e privados.
Em resposta a esse cenário, campanhas como o Maio Amarelo e a Semana Nacional de Prevenção a Acidentes com Motociclistas têm sido promovidas para estimular a conscientização sobre segurança no trânsito e reduzir a violência viária.
Essas iniciativas buscam chamar a atenção de motoristas e motociclistas para práticas mais seguras, como o respeito aos limites de velocidade, uso de equipamentos de proteção e atenção redobrada nas estradas.
Fonte
Redação TransitoWeb