Mortes no Trânsito
| Postado em 06 de maio de 2020 às 11:30

Brasil prometeu redução de mortes. E não cumpriu

Por Redação Portal

Há nove anos, país se comprometeu com a ONU a cumprir meta em 2020, entenda melhor

Brasil prometeu redução de mortes. E não cumpriu

Em maio de 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a Década de Ação pela Segurança no Trânsito. O projeto, que contou com apoio de diversos países, tinha como intuito reduzir as mortes no trânsito por todo o mundo.

O Brasil, então presidido por Dilma Rousseff (PT), foi um dos signatários da resolução e se comprometeu à época a diminuir em 50% o número de óbitos até 2020.

Nove anos depois, os dados apresentados pelo Ministério da Saúde mostram que o número tem, de fato, diminuído. Entretanto, a meta estabelecida está longe de ser alcançada.

Em 2011, o Brasil registrou 44.553 mortes resultantes de acidentes de transporte. O número baixou para 33.625 em 2018 (último balanço divulgado).

Uma redução de 24,53%, mas ainda com 10.000 óbitos a mais que o previsto para 2020 no compromisso firmado com a ONU.

Confira na tabela o número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito no Brasil, anualmente, de 2011 a 2018:

Ano Número de mortes
2011 44.553
2012 46.051
2013 43.452
2014 44.823
2015 39.543
2016 38.265
2017 36.430
2018 33.625

Para o defensor público e especialista em direito do trânsito Juliano Viali dos Santos, a redução apresentada pode não ser consequência exata de ações tomadas pelo governo e por entidades privadas do país.

“O Brasil firmou este compromisso em 2011, mas pecou muito na hora de realizar as ações. Ao meu modo de ver, esta redução de 24% é reflexo principalmente da crise econômica que atingiu o país e, consequentemente, do aumento da utilização de transportes públicos.” contesta.

Segundo o especialista, o país se debruçou demais em ações de cunho fiscalizatório e deixou de lado medidas educativas.

“A fiscalização é necessária, importante e deve continuar, desde que transparente. Mas a fiscalização sozinha não funciona como um agente educativo, mas somente inibidor do motorista”.

Para o defensor público, o ideal seria que o governo se concentrasse em implementar a educação para o trânsito desde a pré-escola até o ensino superior.

Outros dados divulgados pelo Ministério da Saúde também preocupam. Em condições normais (antes da pandemia de coronavírus), 60% dos leitos do SUS (Serviço Único de Saúde) eram ocupados por vítimas de acidentes automobilísticos.

A taxa cai para 50% nos centros cirúrgicos do Sistema. Segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária, anualmente são gastos R$ 52 bilhões com vítimas de acidentes de trânsito.

 

Fonte
Quatro Rodas


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