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João Eduardo Moraes de Melo

João Eduardo Moraes de Melo

Colunas
06/07/2025 às 4:31 | Atualizado em 06 de julho de 2025

Cochilo ao volante: Quando a fadiga assume o controle

Por João Eduardo Moraes de Melo

Cochilo ao volante: Quando a fadiga assume o controle

Um segundo. É o tempo necessário para que tudo mude. E, quando se trata de trânsito, esse segundo pode ser fatal. Recentemente, fomos surpreendidos pela notícia do sinistro de trânsito envolvendo o respeitado jornalista Clilson Júnior. Segundo relato dele nas redes sociais, um cochilo ao volante foi o estopim para o sinistro. Graças a Deus, não houve vítimas fatais, mas o episódio nos leva a uma reflexão profunda sobre um dos fatores mais perigosos — e muitas vezes negligenciados — no trânsito: a fadiga.

Dirigir cansado é como entregar a direção a um piloto automático desgovernado. O corpo está presente, mas a mente já não responde com clareza. Os reflexos ficam lentos, a visão embaça, a atenção se desfaz. E quando o cansaço se transforma em sono, nem mesmo o mais experiente dos motoristas é capaz de reagir a tempo.

Quantos de nós já enfrentamos longas jornadas de trabalho, noites mal dormidas, estresse acumulado… e mesmo assim insistimos em pegar a estrada ou conduzir nas cidades como se nada estivesse errado? A cultura da pressa e da produtividade, muitas vezes, nos leva a ignorar os sinais do corpo e da mente — e isso tem um preço alto nas estatísticas de sinistros de trânsito.

Segundo dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), cerca de 20% dos acidentes nas rodovias têm relação com a sonolência ao volante. No caso do jornalista Clilson, o desfecho foi livramento. Mas nem sempre a história termina assim. Muitas famílias perdem entes queridos todos os anos por esse tipo de negligência involuntária.

É preciso falar sobre isso com mais seriedade. O trânsito não é apenas sobre respeitar sinais ou evitar o celular ao volante. É também sobre saber o momento de parar. De descansar. De reconhecer os próprios limites.Conduzir um veículo exige presença física e mental. Quando isso não está equilibrado, colocamos em risco não só a nossa vida, mas a de todos ao nosso redor.

Fica aqui o alerta e o apelo: se estiver cansado, não dirija. Um cochilo de 10 minutos numa parada segura pode salvar a sua vida. Um café, uma pausa, uma boa noite de sono são tão importantes quanto o cinto de segurança ou o capacete.

Que o episódio com Clilson Júnior — a quem desejamos plena recuperação — sirva como um ponto de virada em nossa consciência coletiva. Que aprendamos a respeitar não apenas as leis de trânsito, mas também os sinais do nosso próprio corpo.

Porque no trânsito, como na vida, o tempo de parar também é o tempo de viver.

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