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| Postado em 06 de maio de 2021 às 2:50

Concessionárias Ford devem sofrer onda de fechamentos no 2º semestre

Rede autorizada ainda mantém negociações antes de optar pelo encerramento das atividades ou pela continuidade com a multinacional

Concessionárias Ford devem sofrer onda de fechamentos no 2º semestre
Muitas autorizadas ainda aguardam antes de tomar decisão (Foto: Shutterstock)

Uma das consequências naturais do fechamento das fábricas da Ford em Camaçari (BA) e Taubaté (SP) é o encolhimento da rede de concessionárias. A Associação Brasileira dos Distribuidores Ford (Abradif) previu que 160 das 283 autorizadas deveriam abandonar a representação da marca até o fim do ano. Entretanto, a maior parte delas deve encerrar as atividades só no segundo semestre. Motivo: ainda há negociações em andamento.

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Passados quase quatro meses desde o encerramento da produção nacional da empresa, a Abradif, consultada pela reportagem, ainda não tem números relativos ao encolhimento da rede autorizada.

Porém, informações obtidas junto às próprias concessionárias indicam que a Ford propôs duas alternativas aos distribuidores: o pagamento de uma indenização prevista pela Lei número 6.729, apelidada de Lei Renato Ferrari, ou um incentivo para que elas permaneçam em funcionamento.

Os empresários receberam um prazo para definir o próprio futuro, que expira dentro de aproximadamente dois meses. Assim, muitos deles ainda acompanham as reações do mercado antes de emitirem uma resposta. Eles também estão de olho na própria rede: quanto mais concessionárias aceitarem a indenização e encerrarem as atividades, mais fácil será a situação para as que permanecerem com a Ford.

Assim, deve ocorrer uma espécie de onda de fechamentos no segundo semestre, quando o prazo para negociações terminará. Porém, enquanto isso, algumas concessionárias já encerraram as atividades, entre as quais a tradicional Souza Ramos, localizada em São Paulo, que representava a Ford há mais de 50 anos.

Concessionárias Ford atuarão em faixa superior

Uma drástica redução do número de concessionárias é inevitável porque os modelos Ka e EcoSport, justamente os que saíram de linha com o fechamento das fábricas, correspondiam por 85% do mix de vendas da Ford no Brasil. Isso é natural, uma vez que esses veículos eram os mais acessíveis da gama.

Agora, a marca comercializa no país unicamente picapes e SUVs importados, além do esportivo Mustang, que são bem mais caros. O produto mais em conta é a Ranger, na versão de entrada XL Cabine Simples, que tem preço sugerido de R$ 170.190.

Fonte
Autopapo

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