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Decisão do governo sobre a nova CNH provoca colapso nos Centros de Formação de Condutores
A decisão do governo federal de implementar mudanças no modelo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), conhecida como a “Nova CNH do Brasil”, está no centro da crise que atinge os Centros de Formação de Condutores (CFCs) em todo o país. Um vídeo que circula nas redes sociais expõe os efeitos diretos da medida, demissões em massa, para não haver o fechamento de autoescolas, gerando assim, um cenário de insegurança para trabalhadores.
Segundo Thiago, ex-diretor o CFC Valderez, localizada no Rio Grande do Sul, as mudanças determinadas pelo governo federal e colocadas em prática sem o devido diálogo com quem atua na ponta do sistema, comprometeu a sustentabilidade financeira das autoescolas.
O novo modelo esvaziou os CFCs, reduziu drasticamente a demanda por aulas e tornou inviável a manutenção de funcionários. Instrutores e atendentes estão entre os mais afetados, muitos já demitidos. “Com todas as novas normas, a empresa optou através de acordo com o Sindicato que nos representa, fazer uma demissão em massa, então mais de 60% dos funcionários e instrutores acabaram de ser demitidos, na data de hoje 13 de janeiro”,afirma o profissional no vídeo.
Ainda segundo, Thiago, um acordo com foi realizado com os funcionários em parcelar as demissões em 10 parcelas as verbas recisórias, para não “prejudicar a saúde da empresa”.
A promessa de modernização do governo federal, não se traduz em eficiência, mas em desorganização e insegurança jurídica.
Entidades representativas acusam o governo federal de transferir o ônus da mudança para empresários, trabalhadores e usuários do sistema, sem oferecer mecanismos de transição, compensação ou adaptação. A ausência de um plano estruturado para a implantação da Nova CNH é apontada como um dos principais fatores do colapso atual.
Enquanto o discurso oficial fala em inovação e desburocratização, a realidade mostrada no vídeo é de desemprego, empresas fechando e um serviço essencial à segurança no trânsito fragilizado. O setor cobra revisão urgente das medidas, abertura de diálogo e responsabilidade com os impactos sociais gerados pela decisão federal.
Fonte
Redação TransitoWeb