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Detran-GO: vergonha para o Estado
A promessa de modernização no Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), com a adoção de inteligência artificial e aplicação remota das provas teóricas para obtenção da CNH, enfrenta fortes críticas nesta quinta-feira (12). O que foi anunciado como avanço tecnológico tem sido apontado por candidatos e servidores do órgão como um verdadeiro colapso operacional.
Desde às 9h da manhã, candidatos relataram que o sistema da prova remota simplesmente não funcionou. O Portal TransitoWeb recebeu registros que de candidatos que permaneceram horas tentando acessar a prova sem sucesso.
A instabilidade generalizada levanta questionamentos sobre a confiabilidade da ferramenta e a capacidade do órgão de implantar tecnologia de forma segura e eficiente. Para muitos, a modernização anunciada não saiu do discurso.

Além das falhas técnicas apontadas, a condução administrativa do órgão também passou a ser questionada nos bastidores políticos. O presidente do Detran-GO, delegado Waldir, conhecido pelo forte protagonismo midiático e por um estilo considerado centralizador, tem sido alvo de críticas quanto à forma como tem conduzido as mudanças.
Muitos afirmam que em ano eleitoral, período em que o dirigente sinaliza intenção de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, o tema da modernização do órgão tem sido explorado com viés promocional. Há quem sustente que anúncios sobre a adoção de provas teóricas com uso de Inteligência Artificial não teriam respaldo técnico suficiente, levantando questionamentos sobre a real capacidade tecnológica do sistema e a efetiva implementação das medidas divulgadas.
Nos corredores políticos, também circulam relatos de tensão entre a presidência do Detran e integrantes do Legislativo estadual ligados ao setor de formação de condutores. Embora não haja posicionamento oficial confirmando conflitos institucionais, representantes de Centros de Formação de Condutores (CFCs) relatam insegurança jurídica e instabilidade nas regras do setor.
Para especialistas em segurança viária, o debate vai além da tecnologia, onde inovação exige responsabilidade, testes robustos e transparência com a sociedade.
Enquanto o sistema não é estabilizado, candidatos seguem no prejuízo, acumulando frustração, e a prometida revolução digital corre o risco de se transformar em mais um episódio de desgaste institucional para o trânsito goiano.
Fonte
Redação TransitoWeb