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Detrans de cinco estados retiram baliza do exame prático de direção
Após a aprovação do fim da obrigatoriedade da autoescola, o processo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) segue passando por mudanças que dividem especialistas e órgãos de trânsito. A partir desta segunda-feira (26), candidatos à habilitação em cinco estados brasileiros não precisarão mais realizar a prova de baliza durante o exame prático de direção.
A dispensa da manobra foi confirmada pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) do Amazonas, Espírito Santo, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Nesses locais, a avaliação prática passa a ser feita exclusivamente em percurso, sob acompanhamento do examinador de trânsito, sem a exigência da tradicional manobra de estacionamento em vaga paralela.
Segundo apuração da revista Autoesporte, que o Portal TrânsitoWeb teve acesso, outros estados devem anunciar a adoção da mesma medida em breve. No entanto, a mudança não é nacional. Acre, Bahia, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia e Sergipe informaram que continuarão exigindo a baliza nos exames práticos, evidenciando a falta de padronização no processo de habilitação no país.
Essa disparidade é possível porque, apesar de seguir diretrizes do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), cada Detran possui autonomia para definir normas complementares. O resultado é um sistema desigual, no qual o grau de exigência para tirar a CNH varia conforme o estado, levantando questionamentos sobre isonomia e segurança viária.
Para especialistas, a retirada da baliza pode facilitar o acesso à habilitação e reduzir reprovações consideradas excessivas, mas também levanta preocupações. A manobra, embora simples para motoristas experientes, avalia noções importantes de espaço, controle do veículo e precisão, habilidades essenciais no trânsito urbano, especialmente em grandes cidades.
Críticos apontam que as mudanças recentes seguem uma lógica de flexibilização acelerada, sem estudos públicos que comprovem que a redução de etapas não compromete a formação do condutor. Em um país que ainda convive com altos índices de acidentes e mortes no trânsito, a eliminação de provas técnicas pode representar um risco adicional, caso não venha acompanhada de critérios mais rigorosos em outras fases do processo.
Enquanto o debate avança, candidatos enfrentam um cenário confuso: regras diferentes, exigências desiguais e um modelo de habilitação que parece caminhar para menos controle e mais facilitação. Resta saber se as mudanças resultarão em um trânsito mais acessível, ou mais inseguro.
Fonte
Redação TransitoWeb