Carro elétrico
| Postado em 31 de dezembro de 2019 às 4:30

É possível reciclar as baterias de lítio que equipam os carros elétricos?

Por Redação Portal

Além disso, esse tipo de combustível fóssil não é considerado uma fonte de energia renovável, podendo esgotar as suas fontes daqui algumas décadas.

É possível reciclar as baterias de lítio que equipam os carros elétricos?
Reprodução

O petróleo traz grandes riscos ao meio ambiente em todas as suas fases, desde a extração (com o risco de poluição dos oceanos quando o óleo é retirado em plataformas submarinas) até o consumo (e suas emissões de gases poluentes, como o CO2).

Além disso, esse tipo de combustível fóssil não é considerado uma fonte de energia renovável, podendo esgotar as suas fontes daqui algumas décadas. O problema é que a dependência da humanidade pelo petróleo ainda é muito grande, principalmente por ser a principal matéria-prima da gasolina, diesel e do querosene.

Os automóveis são responsáveis por 25% das emissões de poluentes globais, de acordo com relatório produzido pela ONU (Organização das Nações Unidas). E a principal alternativa para esses índices serem drasticamente reduzidos estão nas baterias de íons de lítio, cujo desenvolvimento rendeu o Prêmio Nobel de Química de 2019.

Na primeira grande crise do petróleo, que ocorreu na década de 1970 e começou a colocar a dependência do combustível fóssil em xeque, os cientistas John B. Goodenough, M. Stanley Whittingham e Akira Yoshino iniciaram os estudos sobre as baterias de íons de lítio.

O primeiro equipamento a receber uma bateria de lítio foi um celular das Sony em 1991. “Elas lançaram as bases de uma sociedade sem fio e livre de combustíveis fósseis e trazem grande benefício para a humanidade”, ressaltaram os organizadores do Prêmio Nobel durante a premiação realizada em outubro.

Responsável por equipar quase todos os dispositivos móveis que utilizamos, como smartphones, notebooks e tablets, as baterias de íons de lítio também podem ser recicladas.

Durante a entrega do Nobel, Yoshino afirmou que a reciclagem é a chave do sucesso para popularizar os veículos elétricos no planeta. O custo para reciclar ainda é muito grande, muitos vezes maior do que desenvolver um produto novo. Mas quanto mais baterias forem recicladas, aos poucos o custo vai diminuir, inclusive no preço dos próprios veículos.

Uma vez que as baterias são recicladas, elas podem ser reutilizadas para qualquer equipamento eletrônico, seja em notebooks, celulares ou qualquer outro dispositivo eletrônico, além dos carros, obviamente.

“O conteúdo das baterias de íons de lítio é menos tóxico do que o de outras baterias, o que facilita a reciclagem. Porém, o lítio é um elemento altamente reativo. A alta demanda vai ter de vir acompanhada por políticas de reciclagem que vão desde os componentes das baterias até o grande consumo de água que requer a produção de lítio”, explica Roberto Torresi, Professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo.

O lítio é menos tóxico que baterias como a de chumbo-ácido, mas também gera impacto ambiental quando o descarte é realizado de modo incorreto.

Atualmente, as baterias de celulares são as mais descartadas em aterros sanitários. Porém, elas são inflamáveis por conter metais pesados e há risco de explosão, devido ao lítio metálico formado pelo eletrólito da bateria. Essa questão também é um dos motivos pelos quais a reciclagem das baterias é tão urgente. Poucos países, entretanto, estão se estruturando para reciclar essas baterias.

A Bélgica tem o melhor sistema de reciclagem de lixo da Europa, sendo que 75% de todos os resíduos produzido no país são reaproveitados. A reciclagem de eletrônicos realizada em território belga também é referência. Por sua vez, a China é o maior mercado de reciclagem de baterias do mundo, porém, apenas equipamentos fabricados em seu território podem ser reciclados.

O Brasil é o país com maior descarte de lixo eletrônico na América Latina – 1,5 mil toneladas por ano – e um dos maiores produtores de resíduos do mundo. Porém, apenas 2% de todo o lixo eletrônico no país é reciclado corretamente. Por aqui, ainda há um longo caminho para que a sustentabilidade consiga caminhar ao lado da inovação tecnológica.

Fonte
Auto esporte



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