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Entre o Volante e o Descanso: a pausa que move o Brasil
Entre uma carga e outra, entre o calor do asfalto e o ronco constante dos motores, repousa o coração do Brasil: o caminhoneiro. É ele quem garante que o alimento chegue à mesa, o remédio ao hospital e o progresso às cidades. No entanto, por trás dessa engrenagem vital, há uma verdade dura — a de que descansar com dignidade ainda é um luxo para muitos desses heróis da estrada.
Por isso, a notícia de que o Ministério dos Transportes ampliou o número de Pontos de Parada e Descanso (PPDs) é mais do que um dado técnico — é um ato de respeito e humanidade. São 188 unidades já certificadas, espalhadas por 44 rodovias, oferecendo mais de 14 mil vagas de estacionamento em locais seguros, com estrutura adequada para repouso, higiene e alimentação. Isso não é só infraestrutura, é política pública com alma, porque cuidar do caminhoneiro é cuidar da própria espinha dorsal do país.
Quando a secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse, fala que garantir locais seguros e adequados é prioridade, ela toca num ponto essencial: segurança viária também começa com o descanso. Um motorista exausto é um risco em potencial — para si, para a carga e para todos os que dividem a estrada. E ao planejar a implantação de mais 96 PPDs, o governo acerta o rumo: investir em pausas é investir em vidas.
O Brasil que queremos ver nas estradas é aquele onde o caminhoneiro possa parar, respirar, tomar um café quente e seguir viagem com a certeza de que é valorizado. Porque não há logística eficiente sem gente descansada e respeitada.
Que venham mais pontos, mais pausas e mais reconhecimento. Afinal, quem move o Brasil também precisa ter onde parar.
Por João Eduardo Moraes de Melo