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| Postado em 08 de maio de 2025 às 6:23

Estudo aponta que rigor na formação de condutores reduz mortes no trânsito

Estudo aponta que rigor na formação de condutores reduz mortes no trânsito

Pesquisa comparativa liderada por Alisson Maia revela que países com processos mais exigentes de habilitação registram menores taxas de mortalidade viária._

Uma análise internacional conduzida pelo advogado e especialista em trânsito Alisson Maia, de Fortaleza (CE), revela uma correlação direta entre a rigorosidade na formação de condutores e a redução das mortes no trânsito. O estudo comparou os processos de habilitação de motoristas no Brasil, Japão, França, Portugal e em estados rigorosos dos Estados Unidos, como Massachusetts, New Jersey e Maryland.

De acordo com os dados reunidos, o Japão lidera com a menor taxa de mortalidade viária, registrando apenas 2,2 mortes por 100 mil habitantes, enquanto o Brasil apresenta uma taxa de 19,0 — quase nove vezes maior.

_”O estudo mostra que países que exigem mais do futuro condutor, tanto em aulas teóricas quanto em avaliações práticas realistas, têm resultados significativamente melhores na segurança viária. Não se trata apenas de passar em uma prova, mas de preparar alguém para tomar decisões seguras no trânsito”,_ explica o autor.

Além dos índices, a pesquisa também detalha as diferenças nos modelos adotados:

• Japão e Portugal exigem carga horária extensa, prática supervisionada e exames complexos.
• França permite o “candidat libre”, mas mantém exigências práticas rigorosas.
• Brasil, embora exija matrícula em autoescola, peca na efetividade da avaliação, especialmente no exame prático, frequentemente criticado por sua curta duração e baixa complexidade.

*”Formar bem é salvar vidas”* foi o lema adotado por Alisson Maia, que defende a revisão do atual modelo brasileiro:

_”Nosso processo tem uma base boa, mas precisa de ajustes sérios. O exame prático brasileiro não simula o cotidiano do trânsito urbano. Precisamos de uma formação mais realista, mais educativa e mais fiscalizada.”_

O estudo já foi transformado em uma apresentação institucional e deve ser encaminhado a órgãos como o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) e a Feneauto para participação efetiva na Jornada Pela Educação para o Trânsito, que após seu término será entregue ao governo federal.

Alisson Maia é advogado, pós-graduado em Compliance na Gestão Pública e em Direito do Trânsito. Atua como vice-presidente do Sindicato das Autoescolas do Ceará (SINDCFCS/CE) e membro da Comissão de Trânsito da OAB/CE.


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