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| Postado em 18 de dezembro de 2019 às 9:23

Fiat Chrysler e Peugeot anunciam acordo de fusão

A fusão auxiliará a nova montadora a lidar com os grandes desafios do setor

Fiat Chrysler e Peugeot anunciam acordo de fusão
Divulgação/Regis Duvignau / Reuters

Os conselhos da montadora francesa PSA, dona da Peugeot, e da Fiat Chrysler (FCA) aprovaram nesta quarta-feira (18) um acordo para uma fusão. A nova companhia formará a quarta maior fabricante de veículos do mundo em vendas. De acordo com um comunicado conjunto das empresas, a fusão auxiliará a nova montadora a lidar com os grandes desafios do setor, incluindo a desaceleração global da demanda e a necessidade de desenvolver carros mais limpos para atender às iminentes regras antipoluição.

O grupo incluirá as marcas Abarth, Fiat, Jeep, Dodge, Lancia, Ram, Chrysler, Alfa Romeo, Maserati, Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall, permitindo atender mercados de massa e carros premium, bem como para caminhões e veículos comerciais leves.

Detalhes sobre a fusão:

  • Fusão criará a 4ª maior fabricante de veículos do mundo, com 8,7 milhões de unidades vendidas;
  • FCA teria acesso às plataformas de veículos mais modernas da PSA, ajudando-a a cumprir regras rígidas de novas emissões;
  • Todos os segmentos serão considerados, de carros de luxo, a SUVs, picapes e comerciais leves;
  • Foco será em duas plataformas: uma pequena e uma compacta/média;
  • Total de 3,7 bilhões de euros em sinergias anuais;
  • Custo total para alcançar as sinergias é estimado em 2,8 bilhões de euros;
  • Fusão terá proporção 50/50;
  • Empresa controladora do grupo será sediada na Holanda;
  • Não são considerados fechamentos de fábricas;
  • O atual executivo-chefe da Peugeot, Carlos Tavares, será o CEO e membro do conselho em um mandato inicial de 5 anos;
  • O atual presidente da FCA, John Elkann, será o presidente do novo grupo;
  • Nome do grupo ainda não foi definido.

A finalização da proposta deverá acontecer entre 12 e 15 meses a partir deste anúncio, sujeita às aprovações de acionistas. Uma teleconferência irá explicar mais detalhes sobre o acordo ainda nesta quarta-feira.

Sem fechar fábricas

Um dos pontos mais críticos do acordo são as potenciais demissões. O grupo combinado tem atualmente cerca de 400 mil funcionários e governos da Itália e de Paris estão preocupados com as potenciais implicações da operação na força de trabalho local.

Tavares reafirmou que as montadoras poderão alcançar bilhões de euros em economias anuais de custos sem ser preciso fechar fábricas. Mas ele não excluiu a possibilidade de demissões ao ser questionado a respeito: “Trata-se da indústria de veículos, não da PSA.”

Fonte
G1

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