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Governo anuncia fim da prova da baliza para tirar CNH em todo o Brasil
A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) anunciou, neste domingo (1º), o fim da obrigatoriedade da prova baliza para tirar a CNH em todo o Brasil. No início desta semana, Autoesporte noticiou em primeira mão que alguns estados no país já estavam adotando a medida, e que o Governo Federal deveria expandir a mudança para o território nacional. Assim, a nova regra, entre outras, foi confirmada com a divulgação do novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular.
Outra questão é que, segundo o novo manual, não existem mais faltas que eliminem o candidato de forma automática. Em contrapartida, identificando que o candidato não apresenta condições mínimas de segurança, domínio do veículo ou equilíbrio emocional para conduzir, o exame pode ser interrompido sem atribuição de nota.
No método antigo, a reprovação também era baseada em condutas específicas, independentemente de serem infrações de trânsito. Agora, contudo, a avaliação considera exclusivamente as infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Na prática, isso significa que acontecimentos como “deixar o veículo morrer”, por exemplo, deixam de implicar em reprovação.
Prova prática pode ser feita com carro automático?
Sim! A mesma resolução ainda eliminou a obrigatoriedade de carros com câmbio manual para a prova prática da CNH a partir de 2026. Portanto, a partir de agora, os candidatos também poderão utilizar veículos com câmbio automático. Este deve estar em conformidade com as regras de circulação e equipado com todos os itens obrigatórios exigidos pela legislação de trânsito, segundo o órgão.
Segundo as novas regras do manual, que terá validade para todos os Departamentos Estaduais de Trânsito do Brasil (Detran), as alterações têm o objetivo de “tornar a avaliação adequada à realidade de quem dirige no dia a dia, reduzindo diferenças regionais para a aprovação dos candidatos e tornando o processo mais fiel à realidade de quem enfrenta o cotidiano do tráfego brasileiro”.
“A mudança da baliza como etapa principal e eliminatória acontece porque ela virou, ao longo do tempo, um exercício artificial, cheio de regras que não dialogam com a condução no mundo real. A baliza passa a ser tratada como o que ela é na vida cotidiana: estacionamento, ao final do percurso. Sem aquele ritual mecânico que nada mede sobre direção segura”, justifica Adrualdo Catão, Secretário Nacional de Trânsito.
Como será a avaliação do exame prático para tirar a CNH?
Dessa forma, a avaliação do exame prático passa a ser realizada exclusivamente em percurso, sob acompanhamento do examinador de trânsito do Detran. De acordo com o texto, serão analisados tópicos como a condução em via pública, leitura do trânsito, tomada de decisões e a convivência com outros veículos e pedestres. “A avaliação passa a medir a direção responsável em ambiente real, e não a repetição de um ritual que pouco diz sobre segurança viária”, conclui o secretário.
Justamente por observar o condutor em situação real de tráfego, o exame continua sendo feito em vias públicas urbanas ou rurais, pavimentadas ou não. Nos municípios com mais de um bairro autorizado, o local terá que ser definido por sorteio.
Como dito pelo próprio secretário, estacionar o carro no final da prova continuará sendo necessário, mas não haverá qualquer tipo de avaliação de baliza no meio percurso. Com essa nova medida, de acordo com o Senatran, o foco passa a ser o “comportamento ao volante, que é o que efetivamente impacta a segurança no trânsito”.
Novo limite de pontos no exame prático
Outra mudança também antecipada por Autoesporte implica no limite de pontos para a prova, que está maior. Assim como antes, os candidatos iniciam a prova com pontuação zero. No entanto, a partir de agora, a pontuação vai sendo aplicada conforme as infrações de trânsito cometidas durante o exame.
Para ser aprovado no teste, o futuro motorista precisa ter nota abaixo de 10 pontos. Dentro desse limite máximo, ainda existem pesos diferentes conforme a gravidade da infração (leve, média, grave e gravíssima). Anteriormente, os candidatos poderiam acumular no máximo 3 pontos, com faltas classificadas como leves (1 ponto), médias (2 pontos) e graves (3 pontos).
Fonte
Auto Esporte