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Mesmo sem obrigatoriedade, alunos decidem continuar treinando baliza após mudanças na CNH
As recentes mudanças nas regras para a formação de condutores no Brasil, anunciadas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), trouxeram à tona um debate que vai além da obrigatoriedade legal: a importância da baliza no preparo real dos novos motoristas. Embora a manobra tenha deixado de ser exigida em alguns estados ou esteja sob revisão em outros, muitos alunos têm optado por continuar treinando voluntariamente.
Em reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, a retirada da baliza do exame prático da CNH foi apresentada como parte de um esforço para modernizar e simplificar o processo de habilitação. A justificativa oficial é tornar o exame mais alinhado à condução cotidiana, focando em situações reais de trânsito. No entanto, a mudança divide opiniões entre especialistas, instrutores e os próprios candidatos à habilitação.
Apesar de não ser mais obrigatória em determinados locais, a baliza segue sendo vista por muitos alunos como um aprendizado essencial. Para eles, estacionar corretamente em vagas apertadas é uma habilidade prática indispensável, especialmente em grandes centros urbanos, onde o espaço é cada vez mais disputado.
“Mesmo sabendo que pode não cair na prova, eu prefiro aprender. No dia a dia, ninguém vai me dar desconto por não saber estacionar”, relata um aluno ouvido na reportagem. A percepção é compartilhada por instrutores, que alertam para o risco de uma formação mais superficial, caso conteúdos técnicos sejam deixados de lado.
Autoescolas também têm mantido o treinamento por iniciativa própria, alegando que a formação do condutor não deve se limitar apenas ao que é cobrado no exame. Para esses profissionais, a baliza contribui para o desenvolvimento da coordenação, noção espacial e controle do veículo, competências que refletem diretamente na segurança viária.
Especialistas em trânsito ouvidos pelo Fantástico ressaltam que a discussão não deve se restringir à prova, mas à qualidade da formação. O receio é que a flexibilização excessiva possa resultar em motoristas menos preparados, justamente em um país que ainda enfrenta altos índices de acidentes.
Enquanto o debate segue no campo institucional, a decisão de muitos alunos de continuar treinando baliza mostra que, na prática, a consciência sobre a importância da boa condução fala mais alto do que a simples aprovação no exame. Afinal, dirigir bem vai muito além de passar na prova, é uma responsabilidade diária no trânsito.
Fonte
Redação TransitoWeb com informações do Fantástico