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| Postado em 14 de janeiro de 2020 às 8:17

‘Multa’ por GPS pode acabar com os radares

Por Redação Portal

Europa planeja controlar velocidade dos veículos acima do permitido de forma remota usando um sistema implantando nos carros

‘Multa’ por GPS pode acabar com os radares
Com a informação da velocidade dos carros em um GPS, não será muito difícil integrar esses dados com o sistema de controle de tráfego dos países/Reprodução

Com exceção de algumas estradas na Alemanha (e somente em alguns momentos), é normal que todas as vias tenham um limite de velocidade imposta para a segurança dos motoristas e passageiros. Tão normal quanto, é as pessoas acelerarem mais que o permitido e reduzir apenas quando passam por algum radar ou pela polícia. Esta ação contribui para aumentar o número de acidentes, e diversos lugares do mundo estão pensando em formas de limitar esta prática.

Em algumas vias de São Paulo, por exemplo, a prefeitura calcula, desde 2017, a velocidade média do veículo entre dois radares e, caso seja maior que o permitido, envia uma advertência ao motorista. Não há multas nesse caso porque não há regulamentação federal que autorize esta forma de punição. A partir de 2022, porém, a Europa promete ir ainda mais longe.

No início de 2019, a União Europeia aprovou uma nova regra, com previsão para entrar em vigor em 2022, que vai obrigar as montadoras a colocar mecanismos que detectem o limite de velocidade da pista e ajustar automaticamente a do carro. O programa, denominado ISA (Assistente Inteligente de Velocidade), vai utilizar câmeras, que vão ler as placas que informam o limite, e um GPS para descobrir se o carro está respeitando a velocidade permitida. Caso negativo, um dispositivo vai reduzir a potência do motor até que o veículo fique no limite.

A medida, porém, não vai limitar o alcance do carro, cabendo ao motorista voltar a acelerar se quiser se manter mais rápido que o permitido. A expectativa é que o novo recurso possa conscientizar os motoristas a se manter na lei. Porém, caso não tenha o resultado esperado, que é uma redução entre 20 e 30% de acidentes e zerar as mortes no trânsito em alguns anos, a União Europeia estará a meio caminho de uma medida ainda mais radical.

Com a informação da velocidade dos carros em um GPS, não será muito difícil integrar esses dados com o sistema de controle de tráfego dos países. Se isso realmente ocorrer, medidas como a da Volvo, que limitou a velocidade dos seus carros, podem ser cada vez mais comuns. Caso contrário, cada vez que um motorista ultrapassar o limite da via, uma multa seria automaticamente gerada. Além disso, os radares de velocidades, que hoje são facilmente driblados como dito anteriormente, vão se tornar uma tecnologia ultrapassada e não serão mais necessários.

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Olhar Digital


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