Conversível
| Postado em 07 de fevereiro de 2020 às 4:00

Roberto Carlos exibe seu novo conversível de 1965

Por Redação Portal

Publicado no perfil oficial do cantor no Instagram, o clique foi feito nos Estados Unidos.

Roberto Carlos exibe seu novo conversível de 1965
Reprodução

O Rei Roberto Carlos tem uma paixão arrebatadora por automóveis. O cantor é visto com frequência ao volante de um deles, especialmente no bairro da Urca, Rio de Janeiro, onde ele mora. Ontem, ele postou uma foto com um novo carro: um belo Chrysler Imperial Crown conversível ano 1965. Publicado no perfil oficial do cantor no Instagram, o clique foi feito nos Estados Unidos.

A marca de luxo do grupo Chrysler era concorrente direta da Cadillac. E foi justamente um Eldorado vermelho o carro da música Cadillac. O astro fez um tweet em 2016 com uma singela rima em homenagem ao seu clássico: “meu Cadillac lindo, longo, conversível, extravagante. Quase seis metros de um vermelho cintilante”.

A associação dele com o carrão é ressaltada várias vezes. O Rei até usa o enorme conversível e outros da sua coleção para chegar nos cruzeiros temáticos “Emoções em alto mar”.

E bota extravagante nisso: além do comprimento transatlântico, o Cadillac Eldorado chegou a ter barbatanas com mais de 1 metro de altura. Foi o modelo 1960 deste carro que inaugurou o uso de enormes lâmpinas nos para-lamas traseiros, o chamado rabo de peixe. O detalhe de estilo já havia aparecido em inúmeros veículos norte-americanos, porém, foi esse Caddy em especial que elevou as barbatanas ao extremo.

O Eldorado foi lançado em 1959 como uma resposta ao… Imperial. Isso mesmo. Na época, a Cadillac criou o enorme sedã/conversível para fazer frente ao ousado rival do grupo Chrysler. Àquela altura, a Imperial era uma marca independente. O nome, inclusive, foi criado em 1926 para competir com a… Cadillac.

Mais chamativo que caminhão de bombeiro, o Eldorado 1959 ficaria mais discreto ao longo dos anos 60. O Chrysler também, como bem mostram a elegância das linhas do novo queridinho automotivo do Rei.

Como é o Imperial Crown 1965
Com carroceria pintada no tom verde e interior azul, o exemplar parece estar muito bem cuidado. O estilo fugiu da exuberância do ano 1959, quando o Imperial tinha um rabo de peixe capaz de rivalizar com o Eldorado. Foram cerca de 500 unidades construídas, algo que transformou o conversível em uma raridade.

A dianteira tem uma grade cromada de ponta a ponta, integrada aos faróis. O perfil tem uma queda contínua até a traseira. É justamente nesta parte que está o tom mais berrante do carro: a tampa com ressalto falso para estepe (o pneu fica sobre o assoalho do porta-malas) e uma imitação de turbina. Ainda demoraria um pouco para os fabricantes norte-americanos abandonarem a inspiração dos aviões ou da era espacial.

Não que o Chrysler não “voasse”. Os carros top de linha do grupo surgiram com o alto desempenho em mente. Não era diferente com o Imperial. Equipado com um V8 6.8 (o Camaro é 6.2 e o Mustang, 5.0), o conversível tem 345 cv.

O zero a 60 milhas por hora (96 km/h) é deixado para trás em pouco mais de 9 segundos. E o torque de 65 kgfm faz bonito mesmo diante dos oito cilindros da atualidade. Não poderia ser pouco para um veículo de 5,78 metros de comprimento e 3,27 m de entre-eixos, porte superior ao de picapes médias.

Garagem variada
Outros carrões americanos conversíveis fizeram parte da paixão de Roberto Carlos, entre eles, um Oldsmobile Cutlass 1966. E também sedãs, caso do Chevrolet Impala Sedan 1964 e outro Cadillac, um Limousine 1962. Outras nacionalidades não foram desprezadas. Os britânicos fizeram parte, como bem exemplifica um belo Jaguar E-Type cupê.

Até na sua opção por nacionais foi um conversível o escolhido, um Willys Interlagos. E não podemos esquecer do calhambeque artesanal de 2011, uma criação com motor 2.4 Chevrolet. 50 réplicas do carro foram sorteadas em uma promoção da Nestlé. Uma criação que reproduz em parte o Chevrolet 1933 Coupé (o calhambeque original) e foi supervisionada pelo amigo Emerson Fittipaldi.

Roberto Carlos vai além de carros nacionais. O Chrysler Charger R/T foi usado em “Roberto Carlos a 300 km/h”, além da Berlinetta Interlagos que passou por sua garagem.

Rotina de carrões
Não é novidade a obsessão automotiva do Rei: a maioria das suas músicas antigas fala um pouco sobre o carro, seja ao narrar as curvas de Santos, correr demais ou contar suas peripécias a bordo do seu querido calhambeque.

Foi na Urca que ele desfilou com modelos muito variados ao longo dos anos. Segundo reportagem do jornalista Pedro Sprejer, do jornal O Globo, alguns deles são milionários. São exemplos dois Audi R8 Spyder e um Lamborghini Gallardo LP 570-4 Spyder, avaliado na época da matéria (2013) em R$ 1,5 milhão. O superesportivo italiano também foi usado para chegar em “seu” cruzeiro, onde realiza shows.

O mais curioso: o Roberto Carlos mora na Avenida Portugal, via litorânea da Urca, mas costumava usar os seus carrões apenas para ir para o seu estúdio, localizado talvez na casa mais bonita da rua São Sebastião.

Para aqueles que não conhecem a Urca, o bairro é muito pequeno e o percurso não chega a três quilômetros. Afeito à manias, o cantor fazia o percurso todo dia entre 16h30 e 17h. E não é a 300 km/h.

Fonte
Revista Auto Esporte


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