Seguro
| Postado em 31 de janeiro de 2020 às 8:00

Seguro de carro cobre danos por enchentes, mas há exceções; descubra

Por Redação Portal

Em situações assim, muitas são as dúvidas que surgem a respeito das coberturas dos seguros de automóvel.

Seguro de carro cobre danos por enchentes, mas há exceções; descubra
Reprodução

As fortes chuvas que atingem Belo Horizonte e o Estado nos últimos dias alagaram muitas ruas e avenidas danificaram muitos veículos. Em situações assim, muitas são as dúvidas que surgem a respeito das coberturas dos seguros de automóvel.

Para ajudar a esclarecer os interessados, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) explicou para o Super Motor alguns pontos relevantes sobre o assunto.

Queda de árvore

De acordo a FenSeg, o contrato compreensivo básico do seguro de automóvel prevê a cobertura de alagamento, assim como de incêndio, colisão e roubo e furto.

Assim, todos os danos causados pelas chuvas, incluindo também queda de árvore, postes ou muros sobre veículos, salvo quando são de responsabilidade do motorista, deverão ser indenizados pela seguradora.

Garagens subterrâneas

A cobertura inclui a submersão parcial ou total do veículo em água doce proveniente de enchentes ou inundações, inclusive nos casos de veículos guardados no subsolo.

No caso de carros segurados, uma vistoria realizada pela seguradora vai detectar se há possibilidade de reparo e qual é o custo. Se este for maior do que 75% do valor contratado, é considerado que o veículo teve perda total e será indenizado o valor integral.

Fique de olho

Contudo, o dono do veículo pode ter problemas. Segundo a FenSeg, o segurado não tem direito a acionar o seguro em casos de danos provocados por enchentes quando tiver contratado apenas o seguro de Responsabilidade Civil Facultativa (RCF) ou a cobertura de roubo e furto.

Além disso, caso a seguradora comprove que o motorista se arriscou diante de vias alagadas e o dano do automóvel foi maior que o esperado por insistir em passar na enchente, há risco de perda parcial ou total da cobertura.
Sete dicas para se precaver em enchentes e alagamentos

1. Procure estacionar o veículo em local elevado e estacionamento fechado;

2. Não estacione em ruas que sejam aclives (subidas) ou declives (descidas), nem tampouco em ruas que ficam em regiões baixas, perto de declives;

3. Procure sempre tomar conhecimento das ruas e regiões com maior incidência de alagamentos e mude sua rota para não passar por elas;

4. Não enfrente a enchente. Essa é uma atitude que pode colocar sua vida em risco, além de provocar danos ao seu veículo;

5. Caso o nível de água esteja abaixo da metade da roda, procure acessar uma via próxima, sem avançar mais ainda na via alagada. Como não é possível observar o caminho em que está dirigindo, fica impossível saber dos obstáculos à sua frente (buracos, pedaços de madeira etc);

6. Caso seja apanhado pela enchente, abandone o carro caso a água atinja a altura do batente. A partir desse nível, o veículo pode começar a boiar, o que coloca sua vida em risco;

7. Em caso de enchente procure se abrigar em local seguro e coberto, longe da correnteza, de árvores ou correntes elétricas.

Prejuízo no bolso

De acordo com um estudo feito pela Bidu Seguros, o prejuízo em carros danificados pelas chuvas varia de R$ 2.000 a R$ 10 mil com a recuperação da parte mecânica, elétrica, funilaria e limpeza do veículo, com o carro podendo ficar até dois meses na oficina.
Segundo Emerson Feliciano, gerente sênior de pesquisa e desenvolvimento do Cesvi Brasil, além de correr o risco de perder a cobertura do seguro, o motorista que atravessa uma via alagada expõe o veículo à pane geral.

Danos costumam ser extensos

“A água pode chegar ao motor, causar o calço hidráulico e contaminar o óleo lubrificante. O sistema de transmissão também pode ser afetado, principalmente nos modelos automáticos”, ressalta o especialista.

Na parte elétrica, peças e conjuntos como a caixa de fusíveis, módulos, reles, conectores, faróis e lanternas costumam ser afetados. Nos estofamentos, a principal sequela é o mau cheiro e a contaminação por fungos e bactérias.

Caso o alagamento ultrapasse a altura da metade das rodas, como é informado no manual do carro, o risco de ele começar a flutuar é imenso.

Fonte
O Tempo


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