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Stellantis vai abandonar motor com correia banhada óleo após problemas
A Stellantis está tirando de linha o problemático motor 1.2 turbo da família PureTech com correia banhada a óleo na Europa. Ele será substituído pelos motores Firefly, de origem Fiat, e existe até o plano de atualizá-los com sistemas híbridos para que sejam utilizados até a década de 2030. A marca não confirma os planos oficialmente.
O motor PureTech é uma herança dos tempos do Grupo Peugeot Citroën (PSA), que se fundiu à Fiat-Chrysler Automobiles (FCA) para criar a Stellantis em 2021. O Peugeot 208 chegou a ser vendido no Brasil com essa opção mecânica em sua geração passada, mas teve passagem curta por aqui. No entanto, vários problemas levaram à má reputação deste conjunto na Europa.
O 1.2 PureTech foi desenvolvido na França, tem correia banhada a óleo e enfrenta o mesmo problema dos motores turbo da Chevrolet no Brasil. Sua degradação causa o entupimento da bomba de óleo, característica que pode interromper totalmente o fluxo do lubrificante pelo motor, o que pode ser fatal para o carro.
No entanto, este não é o único problema crônico atribuído ao motor PureTech. O conjunto também se mostrou tecnicamente frágil por conta da degradação prematura de diversos componentes internos — especialmente nos veículos de maior quilometragem. As falhas mecânicas levaram à perda de confiabilidade, e os carros de Peugeot, CItroën e Opel equipados com este conjunto passaram a ser vistos com desconfiança no mercado europeu. São eles:
Peugeot: 208, 2008, 3008, 4008 e 5008
Citroën: C3, C3 Aircross, C4 e C5 Aircross
Opel: Corsa, Astra, Mokka e Grandland
Inicia-se agora um processo gradual de adoção do motor Firefly nestes modelos. Desta forma, os carros da Stellantis na Europa passarão a ter mecânica italiana, e não francesa.
No Brasil, a Chevrolet contornou o problema da correia banhada a óleo com uma nova formulação deste componente, que passou a ser menos vulnerável a lubrificantes de maior acidez. Assim, a marca divulgou que os motores de Onix, Onix Plus e Tracker se tornaram mais resistentes aos óleos de má qualidade — fator que, segundo a GM, está relacionado ao problema.
Motor Firefly surge como opção
A Stellantis optou por um caminho diferente. No lugar de atualizar componentes do motor com correia banhada a óleo, como fez a GM, a marca decidiu tirá-lo de linha por completo. O motor Firefly, com corrente de comando, surge como opção. Ele equipa os modelos Alfa Romeo Tonale, Fiat Pandina e 500 Hybrid, e tem sido visto como um conjunto resistente.
A família Firefly na Europa consiste nos motores 1.0 aspirado de 70 cv e 1.5 turbo de 130 cv ou 160 cv. Neste momento, o time de engenharia trabalha em atualizações pontuais, pois o programa de emissões Euro 8 passa a valer a partir de 2027. Porém, existem planos mais longevos para o Firefly na Europa.
A Stellantis pretende usar o Firefly como base para seus futuros motores híbridos — sendo estes híbrido leve (MHEV) de 12 e 48V, híbrido pleno (HEV) e até híbrido plug-in (PHEV). O plano é que estes motores ainda estejam em linha ao longo da década de 2030, sobretudo após a União Europeia voltar atrás quanto ao banimento de modelos com propulsores a combustão.
Motores da família Firefly também são oferecidos no Brasil, em versões 1.0 flex de três cilindros, com 75 cv de potência e 10,7 kgfm de torque, e 1.3 flex de quatro cilindros, com 107 cv e 13,7 kgfm. Equipam Mobi, Argo, Cronos e Strada.
Fonte
Auto Esporte