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Transporte por app vira protagonista no Carnaval, mas enfrenta críticas sobre preços
Com ruas interditadas, trânsito intenso e consumo de álcool em alta, o transporte por aplicativo se consolida como uma das principais alternativas de deslocamento durante o Carnaval. Em capitais e cidades turísticas de todo o país, motoristas de plataformas como Uber e 99 registram aumento significativo na demanda, enquanto passageiros enfrentam tarifas dinâmicas elevadas e dificuldades para conseguir corridas em horários de pico.
Durante os dias de festa, a procura por corridas chega a dobrar, especialmente nos horários de dispersão dos blocos e eventos noturnos. A chamada “tarifa dinâmica”, mecanismo que ajusta os preços conforme a demanda, passa a ser regra, não exceção. Em alguns casos, usuários relatam valores até três vezes superiores aos praticados em dias comuns.
Para muitos foliões, o custo elevado é compensado pela comodidade e pela segurança de não dirigir após consumir bebida alcoólica. Especialistas em trânsito destacam que o uso de aplicativos pode contribuir para reduzir acidentes causados por embriaguez ao volante, um dos principais fatores de mortes nas vias durante o período carnavalesco.
Por outro lado, a alta nos preços gera críticas e levanta debate sobre regulação. Órgãos de defesa do consumidor alertam que, embora a tarifa dinâmica esteja prevista nos termos de uso das plataformas, é essencial que haja transparência nas informações exibidas antes da confirmação da corrida. Também recomendam que o usuário compare valores entre diferentes aplicativos.
A segurança é outro ponto sensível. Com a demanda elevada, aumenta também o número de novos motoristas cadastrados temporariamente, o que exige maior fiscalização por parte das plataformas. Casos de cancelamentos sucessivos, corridas aceitas e não realizadas e até relatos de comportamento inadequado preocupam usuários.
Motoristas, por sua vez, afirmam que o período representa oportunidade de renda extra, mas também envolve riscos, como desgaste físico, jornadas prolongadas e exposição a áreas com grande concentração de pessoas e consumo de álcool.
Para as autoridades, o desafio é equilibrar mobilidade, segurança viária e direitos do consumidor. Em várias cidades, órgãos de trânsito reforçam campanhas educativas incentivando o uso de transporte por aplicativo, táxis ou transporte público como forma de evitar acidentes.
Em meio à folia, o transporte por aplicativo se firma como peça-chave na logística do Carnaval brasileiro, entre aplausos pela praticidade e críticas pelos preços elevados. O debate sobre regulação, fiscalização e proteção ao consumidor promete continuar mesmo depois que os confetes forem varridos das ruas.
Fonte
Redação TransitoWeb