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| Postado em 08 de novembro de 2019 às 10:48

Dia Mundial do Urbanismo: remédio para o trânsito

Este dia tem objetivo de ampliar a consciência sobre sustentabilidade e a interação entre comunidade e urbanismo,

Dia Mundial do Urbanismo: remédio para o trânsito
Archdaily

Não é uma tarefa fácil, planejar e propor mudanças para ampliar a qualidade de vida nas cidades, respeitando suas características. Nas metrópoles que sofreram um crescimento desorganizado e possuem poucos espaços verdes e problemas com transporte de massa, o entrave é ainda mais complexo. Com o objetivo de ampliar a consciência sobre sustentabilidade e a interação entre comunidade e urbanismo, a Organização das Nações Unidas estabeleceu 8 de novembro, de 1949, como o Dia Mundial do Urbanismo.

E o Brasil, como vai? Nas cidades brasileiras em geral se abdicou do enfoque urbanístico. O desafio está na integração do urbanismo e mobilidade. Se achamos que a mobilidade irá melhorar apenas expandindo as redes de transporte, continuaremos medicando as cidades com o remédio errado. Antes de tudo, é preciso pensar nos usos que fazemos do espaço urbano. Esse pensamento deu origem a uma sigla, o Desenvolvimento urbano Orientado pelo Transporte (DOT).

Em vários países o modelo DOT já é utilizado nesse sentido, onde as tarifas do transporte passam a ser apenas uma parte dos ganhos promovidos, se comparadas com o potencial urbanístico das áreas de influências dos principais nós da rede de mobilidade. Um bom exemplo é King’s Cross, em Londres, onde uma enorme estação serviu de âncora para a transformação urbana de toda a área ao redor.

As tarefas da vida cotidiana deveriam ocorrer num território compacto, de maior densidade e multifuncional onde os deslocamentos sejam poucos e curtos, feitos a pé ou de bicicleta. E os maiores devem ser feitos usando uma rede transporte coletivo integrada. Perdem sentido as regras rígidas para o uso e ocupação do solo, que separam áreas residenciais e comerciais.

É possível gerar receita a partir do desenvolvimento imobiliário e das atividades econômicas que ocorrem no entorno da infraestrutura instalada para mobilidade, caso das estações e terminais, fazendo a conjunção entre investimentos em transporte de massa e adensamento urbano.

Fonte
Estadão/Editora Unesp

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